Carta Aberta da I Semana da Engenharia e da Agronomia do Distrito Federal

 

CARTA à SOCIEDADE DO DISTRITO FEDERAL

Retomada do Crescimento Econômico e Social com Tecnologias de Ponta Sustentáveis

 

Nós, profissionais das áreas da Engenharia e Agronomia, participantes da I Semana da Engenharia e da Agronomia do Distrito Federal, promovida pelo Sindicato dos Engenheiros no Distrito Federal – SENGE-DF, reunidos em Brasília, Distrito Federal, no auditório do CREA-DF, no período de 27 de setembro a 1º de outubro de 2021, abrangendo cerca de 40.000 profissionais no Distrito Federal, vivenciando ultimamente turbulências e ameaças sem precedentes em nossa história, nas áreas política, econômica, social, sanitária e de mudanças climáticas, vimos manifestar inquietação referente a esses cenários, mas também afirmar nossa confiança quanto à possibilidade de superação desses desafios. Para tanto, propomos soluções ao Governo e aos agentes da sociedade organizada, visando a retomada do crescimento econômico e do desenvolvimento social, com o uso de tecnologias de ponta sustentáveis, em obediência à Constituição Federal e soberania nacional. Precisamos de ações construtoras de um Projeto de Nação que traga estabilidade institucional e jurídica, com paz e justiça social, de médio e longo prazo, independente de governos temporários, que tragam mudanças. ASSIM, PROPOMOS:

Proposta nº 1 – A crise sanitária evidenciou o despreparo do país no setor de Ciência e Tecnologia, levando a um quadro de deficiência na estrutura produtiva do país e de atendimento médico-hospitalar adequado, com carência de instalações, equipamentos, materiais, produção de insumos e fabricação de vacinas, descontinuidade operacional no processo industrial, bem como na infraestrutura e logística de manuseio, transporte e distribuição para suprir toda a população brasileira. Assim, torna-se necessário ampliar os investimentos em Ciência e Tecnologia, não só com recursos governamentais, mas, também, definindo políticas públicas que estimulem a participação do setor privado, buscando, em curto prazo, duplicar esses investimentos em termos do PIB nacional, hoje bastante inferior à média mundial.

 

 

Proposta nº 2 – As mudanças climáticas no Brasil acarretaram a maior crise hídrica da história, em 2021, afetando profundamente a produção de energia elétrica e causando secas e prejuízos nas atividades agropecuárias, diminuindo a produção de alimentos e, em decorrência, elevando a inflação ao maior patamar dos últimos 10 anos. É necessário e urgente rever e adequar a matriz energética brasileira, priorizando as fontes eólica, solar e outras opções ambientalmente limpas de geração de energia, com tecnologias de ponta e inovações de Engenharia, reduzindo a dependência atual das hidrelétricas e termoelétricas convencionais. Da mesma forma, orientar e otimizar o uso e consumo inteligente da água, de modo a reduzir o consumo específico e induzir a eliminação do desperdício, preservando esse bem vital e evitando a contaminação e a exaustão de suas fontes.

Proposta nº 3 – O amparo social à população, particularmente àquela de menor poder aquisitivo, requer ações urgentes e eficazes no setor do saneamento básico, com investimentos maciços em empreendimentos de suprimento de água tratada, recolhimento e tratamento de esgotos, bem como na coleta e processamento dos resíduos sólidos, de acordo com as inovações em projetos e tecnologias de última geração nessa área e dentro de critérios aprimorados na gestão de sua operação. Tais ações contribuirão de forma efetiva no sentido de se construir uma sociedade mais justa, diminuindo as desigualdades sociais e regionais, buscando a erradicação da pobreza, da fome e da miséria, melhorando as condições de saúde da população, reduzindo a necessidade de cuidados médicos, como também a evasão escolar das crianças e a ausência laboral dos adultos, com notáveis reflexos na economia e na qualidade de vida das pessoas e no IDH das diversas regiões do país.

Proposta   nº 4 – Induzirmos o governo e a sociedade a implementar ações de inspeção, conservação e manutenção em grandes estruturas, especialmente em barragens, pontes e viadutos, inclusive naqueles relativos à memória histórica, cultural e artística, como também em edificações públicas e privadas, de modo que seja mantida sua integridade e a segurança da população que deles se utiliza, ou sofre sua influência. Para tanto deve ser exercida conveniente fiscalização e acompanhamento ao longo da vida útil de cada empreendimento, definindo claros e efetivos programas de inspeção, conservação e manutenção, além de intervenções técnicas oportunas, de modo que sejam evitados acidentes graves como, infelizmente, já foram registrados em nosso país e no mundo.

 

 

 

Proposta nº 5 – A humanidade necessita de alimentos. Os alimentos trazem segurança, paz e justiça social. É preciso produzir mais e melhor, com o emprego de tecnologias de ponta, com menor impacto sobre o meio ambiente. Necessita-se investir mais recursos visando incentivar e incrementar a pesquisa inovadora na agricultura, pecuária e mineração. Também investir na renovação e modernização da infraestrutura de pesquisa, buscando imprimir maior eficiência e produtividade na produção agropecuária.

Proposta nº 6 – Reconhecimento pela Sociedade e pela Administração Pública da importância dos profissionais da Engenharia na segurança social e bem-estar da população, sendo valorizada sua atuação em todos os empreendimentos de Engenharia e Agronomia. Que a Administração Pública efetive esse reconhecimento pela constituição da correspondente Carreira de Estado.

 

Brasília-DF, 1º de outubro de 2021

 

 

 

Eng. Agrônomo José Silvino de Carvalho

Presidente

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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